NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA, CAMPINAS TEM MUITO A COMEMORAR

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Enquanto municípios da RMC convivem com a ameaça da escassez hídrica, no Dia Mundial da Água, celebrado neste sábado, 22 de março, Campinas só tem motivos para comemorar. A cidade atingiu a universalização dez anos antes do previsto pelo Marco Legal do Saneamento.

Os números apontam que 99,95% da população urbana conta com abastecimento de água, ante 93,35% da média brasileira; 97,10% têm o esgoto coletado contra 67,47% no Brasil. O índice de tratamento de esgoto em Campinas é de 94%, enquanto no Brasil este percentual cai para 52,2%. “Para nós, alcançar a universalização é motivo de muito orgulho. Fomos reconhecidos pelo Trata Brasil como tendo os melhores índices entre as cidades acima de 500 mil habitantes”, comemorou o presidente Manuelito Magalhães Júnior.

O índice de perdas de água na distribuição, de apenas 18%, comparado ao Reino Unido e às cidades americanas de Houston e Boston, também destaca Campinas como referência, levando em conta que a média nacional é de 40%. “Este índice tem um componente ambiental muito forte, porque estamos tirando menos água dos rios. Em 1994, quando a população de Campinas era de 800 mil habitantes, a Sanasa retirou 116 bilhões de litros por segundo. Em 2024, com uma população cinquenta por cento maior, nós retiramos 107 bilhões”, acrescentou o presidente da Sanasa.

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Plano Campinas 2030
Preocupada com as mudanças climáticas e visando garantir a segurança hídrica do município, a Sanasa elaborou o Plano Campinas 2030. O Plano inclui a troca de 473 quilômetros de redes de água antigas por novas (marco atingido em dezembro de 2024), em polietileno de alta densidade, material mais resistente e com vida útil muito maior, de aproximadamente 50 anos. Esse trabalho beneficia 250 mil moradores de mais de 70 bairros.

A substituição de redes antigas por tubulações mais resistentes resulta na diminuição da quantidade de vazamentos provocados por rompimentos e, consequentemente, na redução de interrupções no fornecimento para execução de reparos emergenciais.

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O plano consiste também na construção de 20 novos reservatórios, todos já entregues, garantindo mais 54 milhões de litros e aumentando a capacidade total de reservação para 196 milhões de litros, suficientes para 20 horas de consumo em casos de desastres ambientais ou falta de energia que impeça a captação nos rios que abastecem Campinas. Todos eles reforçam o abastecimento em mais de 350 bairros, beneficiando mais de 750 mil moradores.

A construção do Sistema Produtor Campinas-Jaguari para garantir a independência hídrica de Campinas pelos próximos 30 anos e favorecer o crescimento econômico da cidade também faz parte do Plano Campinas 2030. Esse sistema contará com uma unidade de captação de água bruta na represa de Pedreira, uma estação e uma adutora de água bruta, estação de tratamento de água e subadutora de água tratada que será interligada ao macrossistema de abastecimento de Campinas.

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Esgotamento sanitário
A Sanasa construiu 14 km de coletores, interceptores e emissários, equipamentos responsáveis por levar o esgoto recolhido dos imóveis às estações de tratamento. A empresa se prepara também para colocar em operação a terceira EPAR (Estação Produtora de Água de Reuso), a ETE Anhumas, ampliando a capacidade de produção de água de reuso em 50%.

Hoje, as EPARs Capivari II e Boa Vista produzem água de reuso por meio de membranas ultrafiltrantes, que resulta em uma água com 99% de pureza que pode ser utilizada pelo Corpo de Bombeiros, limpeza de ruas e rega de jardins, por ter qualidade superior à água dos rios.

Data mundial
O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU em 1992, colocando em pauta questões essenciais que envolvem os recursos hídricos.



P-A - 25/03/2025



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